23.9.09

Convivo bem com o silêncio.
Não o creio intolerável porque não criei o hábito de partilhar, por muito tempo, os meus dias.
Há o ruído, um borbulhar de vozes várias ao fundo, ponto de fuga onde habitam os apressados.
Esse ruído, regelado, dormente, não faz tremer a teia com que envolvi o espaço que ocupo. Perfume sonoro, incenso de letras, ... e um café, e um cigarro, e um livro que mastigo lentamente, para além das coordenadas, para além da presença, para lá... e estendo as horas sobre a mesa polida, até que a porta se feche, até que perfaçam as 10 da noite.

4.9.09

Desvendar, por entre a alaranjada luz, a silhueta simples de um lugar.
Prometer-lhe força redobrada para o ano que chega.
Segredar-lhe impaciência, alguma pressa de ser.
Pedir-lhe que me comova, como o faz sempre, de forma exemplar.